quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E-Health in Brazil: Less Care for the Poor?




Author(s): José Rodrigues-Filho (Universidade Federal da Paraíba, Brazil); Natanael Pereira Gomes (Universidade Federal de Pernambuco, Brazil)Pages: 242-252 pp.Source Title: Biomedical Knowledge Management: Infrastructures and Processes for E-Health SystemsSource Author(s)/Editor(s): Wayne Pease (University of Southern Queensland, Australia); Malcolm Cooper (Ritsumeikan Asia Pacific University, Japan); Raj Gururajan (University of Southern Queensland, Australia)Copyright: 2010

Abstract

It is argued in this chapter that e-health has the potential to improve the provision of health care and the quality of patient treatment, but it also contains many threats, especially in developing countries where information technologies are generally implemented without any discussion with society. With regard to health information, Brazil is behind some African countries in terms of data recording according to international reports used to publish health care indicators. Most of the hospitals do not have basic information systems for data collection and storage, despite the fact that the country has historically registered very bad health indicators. Moreover, many e-government initiatives, including e-health applications and development are based on the traditional top-down model or market-driven approach to information technology, oriented towards corporate actor interests and health care administration rather than basic population health care needs. This system tends to neglect basic priorities for people lacking education, clean water, food and primary health care.

Resumo:
Neste capítulo é discutido que a saúde eletronica (e-health) tem um grande potencial para a melhoria da prestação de cuidados de saúde e a qualidade do tratamento do paciente, mas que tem também muitas ameaças, especialmente nos países em desenvolvimento, onde as tecnologias de informação são geralmente implementadas sem uma ampla discussão com a sociedade. Com relação à informação em saúde, o Brazil está atrás de alguns países da Africa em termos de estatísticas de saúde, de acordo com relatórios internacionais que publicam indicadores de saúde. Muitos hospitais não dispõem de sistemas de informação básicos para coletar e armazenar dados, apesar do registro, historicamente, de péssimos indicadores de saúde no país. Além disto, muitas iniciativas do governo eletronico (e-gov), que incluem aplicações e desenvolvimento da saúde eletronica, são baseadas no modelo de cima para baixo (top-down model) ou num enfoque de mercado de tecnologia de informação, orientadas para interesses de atores corporativos ou para a administração da saúde, ao invés de ser orientadas para as necessidades básicas de saúde da população. Este sistema tende a negligenciar as prioridades básicas das pessoas que precisam de educação, água potável, comida e cuidados primários de saúde.