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Eleição Reforçou a Violência Contra a Natureza e Mulheres

Eleição Reforçou a Violência Contra a Natureza e Mulheres

Fonte: Agencia Brasil                                                                            

Em texto anterior mencionamos a importância de se eleger um Congresso Nacional com parlamentares comprometidos com uma agenda socioambiental, que inclui o combate à violência contra a Natureza e contra as mulheres. Os eleitores escolheram o contrário.

Foi informado ainda a relação entre a violência contra a Natureza e violência contra as mulheres, sendo o Brasil reconhecido no mundo inteiro pelos dois tipos de violência, cada vez mais crescente no país.

É difícil entender o eleitor brasileiro, incluindo as próprias mulheres, votando a favor da violência contra elas próprias, a favor da violência contra a Natureza ou destruição ambiental. Como já foi dito, será que por não conhecer o Brasil, “acabam escolhendo destruí-lo com o voto?”

É de fundamental importância a participação do Congresso no combate aos dois tipos de violências, que não depende de uma eleição de presidente, de esquerda ou direita. Claro, eleger Lula ou Flávio Bolsonaro, no segundo turno, tem um diferencial muito importante do ponto de vista democrático e direitos humanos.

Quero só dar um pequeno exemplo da importância da democracia. Há 40 anos atrás não tinha negros no meu ambiente de trabalho, numa universidade federal, e apenas duas ou três mulheres. Hoje, neste mesmo ambiente, você encontra negros e quase uma metade de mulheres. Grande mérito dos governos petistas – democracia e direitos humanos.

Embora tenha avançado na pauta de democracia e direitos humanos, os governos petistas erraram na pauta econômica e social. Os grandes acordos de frente ampla desmoralizaram o PT, que paga pela corrupção de vários partidos e desacreditaram os bons quadros do partido. Bolsa família e bolsa empresários são programas desastrosos.

Partidos de extrema direita e direita parecem ter usado um governo de esquerda para se beneficiar da onda esquerdista no mundo. Depois de Trump, tudo mudou. Democracia e direitos humanos já não valem nada, cedendo lugar ao ódio e violência.    

Nestas eleições esperava-se que as mulheres iriam avançar nas pautas de violências, mas os resultados mostraram o contrário, com o avanço da extrema direita na política brasileira, hoje caracterizada pelo ódio. Mais mulheres da extrema direita eleitas no Senado não é avanço.  

Até na campanha eleitoral, a formação de frente ampla pode ter prejudicado Lula, que não usou estratégicas para desfazer as táticas da extrema-direita da Europa, que usou a moral cristã para fortalecer as mentiras sobre democracia, politizando a religião.

Muitos dos alinhados de Lula não tinham como enfrentar isto. Estas táticas foram usadas no Brasil nestas eleições pela extrema direita e é lamentável que dentro da própria Igreja Católica ter havido insinuações políticas desta natureza. 

O pior, os eleitores parecem ter eleitos todos os envolvidos no escândalo do Banco Master. Como já foi dito, como pode pessoas de aparências tão boas não pensarem na construção de um país melhor para todos. A destruição do país com o próprio voto é a destruição de todos. Até parece que o caos é melhor do que a democracia.

Com a eleição do Congresso Nacional, dominado pela extrema direita, não podemos ter esperanças de mudanças, a não ser para o pior. No segundo turno, na eleição de presidente, vamos escolher entre o autoritarismo e a democracia.

Do autoritarismo já temos uma longa experiencia. Fora da ditadura e já num regime democrático temos a lembrança do governo Collor de Melo, que confiscou a poupança e acabou num mar de corrupção.

Da extrema direita temos agora os dados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que teve uma votação vergonhosa dentro de seu próprio Estado para presidente. Além disto, levou boa parte da população a se decepcionar com a democracia.

Oito cidades de Minas Gerais,  segundo a imprensa, apresentaram os maiores índices de abstenção do país, tendo um desses índices chegados a quase 50%. Isto é exemplo de ausência de governo que leva ao caos e não à democracia.

Se as opções da eleição presidencial no primeiro turno não foram boas, agora no segundo turno estão piores. Não é uma eleição sobre quem mais nos inspira, mas sobre quem menos nos assusta.

Cabe aos eleitores agora escolher um candidato defensor da democracia, dos direitos humanos e da soberania nacional ou um candidato de herança golpista, vínculo com Donald Trump e outros males e com experencia política medíocre. 


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