Fonte: G1-Globo           

Nunca na história das Copas do Mundo a política esteve tão presente como na deste ano, trazendo as fraturas expostas, não dos jogadores, mas de muitas mazelas que assolam as sociedades dos países participantes, principalmente dos mais autoritários, a começar pelo Catar, anfitrião do campeonato, que começa a receber a atenção do mundo por conta das violações de direitos humanos, especialmente das mulheres, vistas como seres humanos de segunda categoria, submetidas a uma submissão perversa. Isto sem falar nas denúncias de corrupção e práticas de trabalho escravo.

Como já foi dito, não dá para se ver a Copa do Mundo apenas como um entretenimento.  Não dá para separá-la da política. No caso do Brasil, sempre tivemos as Copas inseridas na política. Em 1970, quando Pelé levou o Brasil à vitória, as elites e a imprensa burguesa, aliadas ao regime militar, fizeram a grande comemoração, enquanto muitos temiam pelo fortalecimento de uma ditadura militar brutal. Por outro lado, em 1982, Sócrates, o famoso meio de campo, tornou-se um fervoroso oponente à ditadura.

Desde que Neymar, enquanto estrela da seleção brasileira, prometeu dedicar seu primeiro gol da Copa do Mundo ao presidente Jair Bolsonaro, a disputa política tornou-se mais acirrada, indo além da disputa por símbolos nacionais, como as cores de nossa bandeira e o confronto entre Neymar e Richarlison, como porta-vozes legítimos para atenuar a violência e o ódio dominantes num país tão carente de uma pacificação.  No caso de Neymar, muito precisa ser ainda esclarecido, quando se comenta que este apoio ao presidente Bolsonaro é em troca do não pagamento de imposto de renda.

Vale lembrar que Richarlison fez o gol mais bonito da primeira rodada da Copa, lançando-se em uma bicicleta elétrica, deixando o goleiro sem defesa e, como foi dito, sem pai e sem mãe. Este gol está sendo comparado a expressão matemática – a sequência de Fibonacci e virou destaque nas redes sociais. Além disto, Richarlison tem focado em políticas esquerdistas, como um defensor das vacinas para a Covid-19, ao contrário de Bolsonaro que além de criticar as vacinas, nunca disse se as tomou.

Depois de mais de um mês da eleição, Bolsonaro ainda não aceitou o resultado das urnas, mantendo-se em silencio, permitindo a desordem por parte de militares com salários polpudos, tentando desestabilizar a República. “A nostalgia de grupos fascistas pelos tempos da ditadura militar não é motivo bastante para que a democracia brasileira mude seu funcionamento. É motivo, sim, para que respondam na Justiça por golpismo, sejam eles civis ou oriundos da caserna.”

“Esses são apenas alguns exemplos recentes da bagunça que se instaurou nas Forças Armadas brasileiras. Disciplina e hierarquia se tornaram uma lenda na instituição, que não pune — ou ao menos não divulga exemplarmente a punição, como deveria fazer — os fardados que se posicionam politicamente e insuflam motim na caserna e fora dela.”

Será que Neymar e outros bolsominios da seleção são favoráveis a esta violência e caos? Ideias de esquerda ou direita da nossa seleção são aceitáveis, mas ideias golpistas antidemocráticas devem ser repudiadas e condenadas, da mesma forma que se deve condenar aqueles que não tem sentimentos pela dor, ferimentos ou fraturas dos jogadores, como aconteceu com o próprio Neymar. mesmo diante de ações odientas.  

Depois de tanto sofrimento da sociedade brasileira, com a perda de quase 700 mil compatriotas durante a pandemia, disseminação intensa do ódio nos últimos quatro anos, massacre de índios, destruição da floresta Amazônica, orçamento secreto e desrespeito às nossas instituições, será que a nossa seleção vai deixar o Catar sem deixar uma marca, como fizeram outras seleções, como a da Inglaterra e da Alemanha, em defesa da democracia, direitos humanos e redução das desigualdades sociais no mundo?

Não vamos desperdiçar nossa inteligência mantendo a ignorância de assistir aos jogos da Copa de forma passiva, sem observar as mazelas e hipocrisias do que acontece no mundo e entre nós. Vamos continuar sendo torcedores, mas nosso olhar crítico tem que se voltar sobre o que acontece no Catar e no Brasil nos dias de hoje. Infelizmente, os brasileiros sempre viram o futebol apenas como um entretenimento, sem olhar o lixo debaixo do tapete. 

  Fonte: G1-Globo            Nunca na história das Copas do Mundo a política esteve tão presente como na deste ano, trazendo as fraturas exp...

 

Fonte: Agencia Brasil - EBC                   

Até parece que agora Bolsonaro encontrou o parceiro ideal, Waldemar da Costa Neto, para tentarem desmoralizar, mais uma vez, nossas Forças Armadas e a Segurança Nacional.  O uso de qualquer tecnologia (tecnologia bancária, tecnologia em saúde, tecnologia de voto eletrônico, etc) é uma questão de Segurança Nacional.

Enquanto órgão da Segurança Nacional, nossas Forças Armadas, com certeza, não estariam aceitando o uso do voto eletrônico no país, por mais de vinte anos, caso fosse verificado fraudes desta tecnologia. Isto, por si só, nos dá a garantia de que o sistema é confiável, embora não se possa desconhecer alguns riscos e isto pode acontecer com todas as tecnologias acima mencionadas.

Portanto, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou os resultados do primeiro e segundo turnos das eleições e as Forças Armadas confirmaram que não houve fraudes nas urnas, além da confirmação de outros organismos internacionais de que as eleições foram limpas, iniciativas golpistas devem ser repudiadas, principalmente quando tentam menosprezar a segurança nacional e nossas Forças Armadas.

Vale lembrar ainda que as Forças Armadas, juntamente com dezenas de outras instituições nacionais, participam da Comissão de Transparência do Voto Eletrônico, enquanto iniciativa de controle social, visando eliminar riscos e aumentar a transparência desta tecnologia.

Ademais, durante mais de um ano Bolsonaro vinha dizendo que só aceitava o resultado das urnas se fosse o eleito. Como no primeiro turno Bolsonaro e seu Partido foram os mais beneficiados com o resultado das urnas, não se questionou o resultado neste turno, sobretudo quando se observa uma forte relação entre este resultado com o maior esquema de corrupção do país – orçamento secreto.

Nunca se viu registrado neste país que a delinquência e práticas ilegais de nosso dirigente maior fosse beneficiada pela leniência dos poderes públicos e pela falta de responsabilização, mostrando-nos que Bolsonaro foi derrotado nas urnas, mas continua ameaçando a democracia e a segurança nacional, menosprezando as leis e a constituição do país.

Se os argumentos do pedido de Waldemar da Costa Neto “são absolutamente falsos”, como afirmou o Ministro Alexandre de Moraes, sendo “totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos”, não só a democracia, mas o Estado de Direito e a segurança nacional do país foram ameaçados por uma coligação de partidos políticos.

Neste caso, é tímida a ação do Ministro Alexandre de Moraes de aplicar apenas uma multa de cerca de 22,9 milhões, menosprezando a dimensão dos crimes.  Se num ato golpista, utilizando recursos públicos, ameaçando a democracia e a segurança nacional, não se responsabiliza seus responsáveis, o caminho está aberto para a desordem. Já basta se ver generais e empresários deste país pregando a desobediência civil.

Pelo que se publica na imprensa o golpismo de Bolsonaro e Waldemar se enquadra na “molecagem” e “falta de caráter”, já que foram os mais beneficiados com o resultado das urnas no primeiro turno. Para um presidente da República que ao longo de vários anos foi eleito pelas mesmas urnas que hoje rejeita, não se incomoda em desrespeitar eleitores que o elegeram, principalmente nas eleições de 2018, num descompromisso total com o regime democrático.

É bom que fique na memória da sociedade brasileira que houve “total má-fé” no “esdrúxulo e ilícito pedido” de Waldemar, “ostensivamente atentatório ao Estado democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos", como afirmou o Ministro Alexandre de Moraes. Assim sendo, estas irresponsabilidades precisam de um julgamento exemplar, que alcance os defensores da desordem e do caos. 

  Fonte: Agencia Brasil - EBC                    Até parece que agora Bolsonaro encontrou o parceiro ideal, Waldemar da Costa Neto, para ten...

 

Fonte: Funajufe          

Como instituição da defesa nacional, as Forças Armadas foram oportuna e corretamente indicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para participar da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e do Observatório de Transparência Eleitoral (OTE), juntamente com dezenas de outras entidades.

Um dos acontecimentos mais importante do voto eletrônico no Brasil foi a criação desta Comissão, visando “aumentar a participação de especialistas, representantes da sociedade civil e instituições públicas na fiscalização e auditoria do processo eleitoral, contribuindo, assim, para resguardar a integridade das eleições”, ampliando o controle social do voto eletrônico.

Com certeza e boa-fé, o TSE esperava estar lidando com as Forças Armadas da Nação brasileira e não com as forças armadas de Bolsonaro que, de forma irresponsável, atuou durante o seu governo para desacreditar as iniciativas do voto eletrônico no país. Uma coisa é dizer que urnas eletrônicas são suscetíveis a fraudes e outra coisa é que que elas foram, estão e serão fraudadas.  

É papel das Forças Armadas “resguardar a integridade das eleições” e não agir como fizeram, incentivando práticas golpistas e antidemocráticas, a serviço do governo de plantão. O responsável pelas eleições é o TSE e não as Forças Armadas. Não cabem a elas, de forma indisciplinada estarem preparando relatórios sobre as urnas eletrônicas, a serviço de outros interesses com o intuito de atiçar movimentos golpistas. 

Neste caso, juntamente com a Comissão, elas deveriam ter dito o que disseram, mas logo após o primeiro turno, ou seja, que não houve fraudes nas eleições, resguardando a integridade das urnas. Ao contrário de muitos jornalistas, não vejo nada demais as Forças Armadas terem falado sobre os riscos de urnas eletrônicas, desde que isto seja tratado de forma adequada e não visando práticas golpistas.

O grande erro do TSE, ao longo dos anos, foi divulgar uma fé cega sobre a segurança do voto eletrônico. Toda tecnologia tem seus riscos e as urnas eletrônicas não são diferentes. Num país onde se regista muitas coisas erradas, não dá para dizer que as urnas são tão seguras assim. Daí a importância e mérito da Comissão de Transparência, que deveria ter sido criada há muitos anos.

O que mais chama a atenção no Relatório das Forças Armadas é que elas, como instituição da segurança nacional, não trataram da relação entre tecnologia e segurança nacional no tocante à urna eletrônica. Será que não trataram do tema por falta de conhecimento e competência? Aliás, neste governo militar, a competência dos militares foi claramente exposta, a exemplo da desastrosa gestão do General Pazuelo no Ministério da Saúde. 

O papel das Forças Armadas neste país precisa ser revisto até para se evitar o nível de desmoralização a que chegaram. Talvez para suprir isto ficam tentando dar lições de liberdade e moralidade, como está acontecendo nos últimos dias. Acreditamos que um bom número de nossos militares, pelo que é divulgado, não compartilha do pensamento dos que estão atrelados ao poder do atual governo, derrotado nas urnas.

A derrota de Bolsonaro no Brasil há poucos dias e a derrota de Donald Trump, que está se dando nos Estados Unidos nas eleições dos últimos dias, traz esperanças de que a democracia ainda é possível. Infelizmente nossas Forças Armadas estão dando demonstração de que não querem aceitar que a nossa democracia se fortaleça com a legitimidade do voto.  

Se querem participar da política abandonem a farda e busquem esta legitimidade, não sendo cúmplices de movimentos arruaceiros que estão na frente dos quartéis querendo apoio para derrubar um governo que acaba de ser eleito. Se não houver uma punição severa para os que estão agindo fora da lei, práticas golpistas vão continuar sendo parte de nossa história. Precisamos de nossas Forças Armadas como sustentáculo de nossa democracia, sempre obedientes ao poder civil. Um Ministério da Defesa bolsonarista nunca mais!

O poder emana do povo e não dos que estão na frente dos quartéis praticando a desordem, vistos como praticantes da liberdade. O pior é que sempre queremos culpar os que estão na frente dos quartéis como os responsáveis pela desordem, esquecendo que o grande responsável por tudo isto é e sempre foi a elite brasileira, que financia tudo isto. Que país é este!

  Fonte: Funajufe           Como instituição da defesa nacional, as Forças Armadas foram oportuna e corretamente indicadas pelo Tribunal Sup...

 

Fonte:YouTube.com

Já foi dito que o declínio da democracia é uma ameaça mortal à saúde do capitalismo, pondo em risco o sistema econômico, razão pela qual o estado de direito e a democracia são cruciais para o mercado de capitais, fortalecendo a sociedade civil e produzindo taxas de crescimento e um melhor bem-estar social.

Por outro lado, ameaças à democracia são ameaças ao setor privado, razão pela qual as corporações, empresários e investidores não podem se comportar como se comportaram durante os quatro anos do governo Bolsonaro, contemplando o negacionismo, o acúmulo de riquezas e empobrecimento crescente da sociedade brasileira e assistindo a emergência de ameaças a nossa frágil democracia.

Portanto, o que se observou neste período foi um declínio da democracia, que no momento corre sérios riscos. Diante do enfrentamento de uma Pandemia terrível e a perda injustificada de quase 700 mil compatriotas, do empobrecimento da sociedade e a conivência das elites financeiras e políticas do país com estes acontecimentos terríveis, precisamos buscar uma luz junto ao setor privado para determinar passos que devem ser seguidos como parte de suas responsabilidades diante das ameaças à democracia e aos mercados no Brasil.

Uma das características do declínio da democracia tem se evidenciado através das tentativas de enfraquecimento do poder judiciário, que no atual governo vem sofrendo uma série de ameaças, incluindo Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Vale lembrar que foi graças a Suprema Corte que as restrições durante a Pandemia foram mantidas. Não fossem também os governadores, a mortalidade teria alcançado taxas assombrosas.

Uma imprensa livre e a liberdade de expressão são também de fundamental importância numa democracia. A imprensa burguesa no Brasil sempre foi criticada e é responsável pelo desenvolvimento insustentável do país. Enfim, uma imprensa livre é o elemento chave de uma democracia e do desenvolvimento sustentável, desde que seja transparente e responsável. Uma imprensa burguesa atrelada ao poder e Fake News nem são democráticas nem serve a causa de assegurar um desenvolvimento sustentável.

Durante o atual governo alguns segmentos da imprensa foram severamente atacados. A Rede Globo, por exemplo, desempenhou um papel fundamental em defesa da democracia brasileira no atual governo, mas sofreu todo tipo de ataques, sendo camada até de ‘Globo Lixo’. É preciso reconhecer o papel dos Grupos Globo e Folha de São Paulo na luta em defesa da democracia durante este governo.

Infelizmente, ao contrário das democracias tradicionais, as Forças Armadas no Brasil não parecem ser favoráveis e ser controladas pelo poder civil. Nossa história tem registros de insurgências antidemocráticas. Recentemente, o general Mark Milley, nos Estados Unidos, deu um exemplo na gestão do Presidente Donald Trump do quanto os oficiais americanos são defensores da Constituição e da obediência ao poder civil. Ao trazer mais de seis mil militares para compor seu governo, Bolsonaro não demonstrou estar qualificando seu governo, mas ameaçando a democracia brasileira. 

Até recentemente, a democracia nunca foi um foco de campanha corporativa na esfera pública. Contudo, a tentativa de golpe de Trump de não aceitar os resultados das eleições em 2020, nos Estados Unidos, levou algumas corporações a entraram na briga. Em outubro de 2020, um grupo chave de líderes de empresários, liderado pelo Business Roundtable, Associaçao Nacional de Manufatureiros e a Câmara de Comercio, emitiram uma nota defendendo a integridade do processo eleitoral. Por sua vez, inúmeras companhias pararam com as doações a políticos de visões antidemocráticas.

O papel do setor privado não parou por aí. Para barrar as legislações propostas pelo governo Trump, destinadas a dificultar o ato de votar em vários estados americanos, centenas de corporações e altos executivos, incluindo Amazon, BlackRock, Google e Warren Buffett emitiram uma nota se opondo a qualquer legislação discriminatória, que viesse dificultar as pessoas votarem. A corporação American Express foi mais além afirmando que é de responsabilidade das empresas gritarem sobre algo fundamental como o direito de votar, exibindo mais para proteger a democracia.

Espera-se que os exemplos acima sejam avaliados pela elite financeira e empresarial do Brasil que deu as costas à população, juntando-se a uma boa parte da elite política, pensando só em acumulação de riquezas neste governo, incluindo o orçamento secreto. Embora tarde, ainda é tempo de entrarem na briga de defenderem nossa democracia e a cidadania aos cacos. Já se tem o registro de algumas corporações nesta luta no campo da imprensa, a exemplo do Google e Grupo Globo.  

  Fonte:YouTube.com Já foi dito que o declínio da democracia é uma ameaça mortal à saúde do capitalismo, pondo em risco o sistema econômico...

 

Fonte: Senado Federal                    

A falta de responsabilidade de líderes políticos no Brasil e no mundo tem levado a um aumento da corrupção e desigualdades sociais de forma rápida e demasiada, resultando na desilusão e descrença das instituições públicas, abrindo espaços para a expansão de movimentos nazifascistas, a exemplo do Brasil.

Com a Pandemia, tudo se tornou mais evidente diante do empobrecimento da sociedade e lucratividade das grandes corporações. As medidas sanitárias durante dois anos e a intensificação da desinformação e fake News foram as fábricas de produção do ódio.

No caso do Brasil, a situação foi mais sofrida do que em vários outros países, considerando a perda de quase 700 mil compatriotas. A negligência na compra de vacinas se deu justamente para intensificar o ódio e a violência no país. No momento estamos assistindo a uma disputa eleitoral acirrada, com todos os candidatos pedindo votos e a participação dos eleitores no ato de votar.

É uma situação até certo ponto constrangedora, quando nos é passado a mensagem de que a democracia neste país se limita ao ato de votar. Democracia é participar das decisões do país e não apenas eleger representantes que vão cuidar de seus orçamentos secretos, em benefício pessoal. É justamente pela falta de participação da sociedade que a nossa democracia está em declínio, com lideranças políticas piorando a situação cada vez mais.

Vale lembrar que, em 2016, Donald Trump disse que só aceitaria o resultado das eleições contra Hilary Clinton, se ele ganhasse.  Em 2020, depois da vitória do Presidente Biden, as mentiras sobre as eleições tornaram-se a mensagem política dominante de Trump.  Este tipo de ameaças de não aceitar o resultado das eleições ainda continuam nos Estados Unidos por membros do Partido Republicano e, hoje no Brasil, pode ser vista como a maior ameaça à democracia, depois da redemocratização.

Portanto, o maior agravante de nossa democracia é termos um presidente que já disse também que só aceita o resultado das eleições se for vitorioso, quando um dos princípios básicos da democracia é aceitar os resultados das eleições – derrota ou vitória. Não aceitar a derrota é apelar para o golpe autoritário.

Esta e outras ameaças ao país e à sociedade foram registradas, principalmente durante o auge da Covid-19, com todo o apoio da maioria da elite política e elite financeira do país, todos interessados na acumulação de riquezas, num período de empobrecimento crescente de milhões de brasileiros.

A maioria dos eleitores brasileiros não quer ver se repetir aqui no Brasil, no dia 02 de outubro de 2022, o que aconteceu no dia 06 de janeiro de 2021, nos Estados Unidos, com o violento ataque ao Congresso, quando Donald Trump se negou a aceitar a vitória do Presidente Biden. Mesmo assim esta possibilidade existe no Brasil e foi construída com o apoio das elites, razão pela qual todos nós devemos exercer nosso direito de votar, mostrando nossa indignação por atos autoritários.

A segunda ameaça a nossa democracia é a estrutura de um governo totalmente desconectado com a opinião pública no estabelecimento de políticas governamentais. O país está numa crise terrível em termos de custo de vida e desigualdades sociais. A conta de energia, por exemplo, sacrifica o orçamento das famílias, enquanto as corporações de energia acumulam bilhões em lucros. Os salários são congelados e corroídos pela inflação, enquanto os bilionários estão cada vez mais ricos.

É lamentável que diante destas desigualdades, a promoção de mentiras, falsidades e teorias da conspiração tenham se tornado parte da mensagem governamental, apoiada pelas elites dominantes, que pode causar uma crise constitucional, em que o vitorioso da eleição não possa assumir. Esta combinação pode levar a frágil democracia brasileira a sofrer um golpe brutal.  

Ao ver os mais pobres traídos, enquanto os ricos e poderosos fogem com tudo o que querem, é inadmissível que alguém se considere ter o poder e direito de representar uma nação como chefe de Estado de forma autoritária. Os defensores do fascismo sabem que intensificando o ódio e a violência, muitos serão levados a desilusão e descrença.

  Fonte: Senado Federal                     A falta de responsabilidade de líderes políticos no Brasil e no mundo tem levado a um aumento d...

 

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral            

A luta das mulheres por democracia, liberdade e cidadania tem irritado muito o Presidente Bolsonaro na sua caótica gestão, mas o que o irrita mais é a eleição, que mostra quem ganha e quem perde. Ele tem insinuado que não aceita qualquer resulto, que não seja a sua vitória.

O uso da linguagem de sexualidade de Bolsonaro durante o dia maior de nossa Pátria, Independência, com seus repetidos gritos de imbrochável, deve ter afugentado ainda mais as mulheres, que poderão levá-lo a uma derrota já no primeiro turno. Existem boas opções na lista de candidatos e todos os eleitores devem buscar eleger o melhor candidato.

A linguagem chula do presidente, incluindo a linguagem anal de seu grupo, é conhecida de todos.  Já foi dito, por quem entende do assunto, que o imbrochável do presidente é uma forma de justificar sua frágil sexualidade. Não precisava nem dos psicanalistas mostrarem isto, pois a compra de Viagra pelo Exército já comprova tudo. Só falta agora o presidente falar do tamanho de sua bananinha. Ele tem merecidamente recebido o troco quando foi chamado de tchutchuca do Centrão, ou seja, mulher submissa do Centrão. Não podemos esquecer que há muito tempo os fascistas tentavam controlar a sexualidade das pessoas.

A elite financeira e política do país sempre apoiou este governo, ganhando muito dinheiro com as benesses oferecidas e com práticas imorais como o orçamento secreto, incentivando a violência política no país. Acontece que nos últimos meses, alguns tem mudado de posição, principalmente a elite financeira, depois de perceber os grandes riscos.

A imprensa burguesa não trata do grande risco a que foi submetido a sociedade brasileira por conta das insistências da elite financeira e política do país. O impeachment do presidente poderia ter acontecido logo no seu primeiro ou segundo ano de governo. O pacto de consenso de se ganhar dinheiro parecia levar até a um pacto de consenso de um golpe e é preciso compreender por que isto não aconteceu.

Não fosse o discurso do Presidente Biden contrário à tentativa de golpe no Brasil, a elite financeira estaria ao lado de Bolsonaro no dia de nossa Independência e ter arquitetado o golpe de consenso. há poucos dias o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, general Lloyd James Austin III, esteve no Brasil dizendo que acredita na democracia e que o poder é do povo e não das Forças Armadas.

Ademais, a elite financeira de nosso país sabe muito bem do peso que tem o Senador Bernie Sanders, como presidente da Comissão do Orçamento do Congresso Americano numa represália contra o Brasil. Um golpe de consenso dado neste dia de nossa Independência levaria o país ao caos e à falência de muitos empresários, razão pela qual vimos poucos empresários golpistas no palanque, envergonhando nosso país, no dia da independência.

Enfim, o golpe murchou. Contudo, desde o início Bolsonaro não demonstrava estar se preparando muito para um golpe. À moda Trumpista, ele tem dado demonstração clara de querer uma revolução, atacando o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros, atacando o processo eleitoral e sempre insinuando que não aceita qualquer resultado de eleição, que não seja a vitória. O que irrita mesmo Bolsonaro é a eleição e não só as mulheres.

Através de suas motociatas, exemplo típico de violência e força bruta, Bolsonaro tem aumentado sua lista de adeptos. Armou quase um milhão de pessoas no país e nomeou cerca de 6.000 militares para seu governo. Comenta-se que a maioria dos policiais militares o apoia, além de milicianos. E as forças armadas, em geral, estão ao lado dele? Além disto, os nazifascistas brasileiros o apoia (cerca de 20% da populaçao). Resta o que? Cerca de 70%  da população desarmada, que acredita na democracia e ainda defende mudanças através do voto, está temendo que neste cenário de violência o valor do voto tenda a diminuir.

Os sinais de violência já são claros, mas o dia 02 de outubro poderá ser o começo de tudo o que foi arquitetado durante quatro anos aos olhos da classe política e da elite financeira deste país. Desde os primeiros dias deste governo que as instituições do país começaram sendo destroçadas e desmanteladas.

Já foi dito, conforme a imprensa, que Bolsonaro não veio para construir, mas desfazer o que estava aí. Sua resposta à Pandemia, que matou quase 700 mil de nossos compatriotas, é o exemplo da maior negligencia já registrada no país. Suas ações radicais, em termos de leis, decretos e pronunciamentos são desenhadas para atender aos interesses de estruturas como You Tube, WhatsApp e Telegram, visando atrair adeptos.

É imprevisível o que vai acontecer, mas Bolsonaro deve medir os custos de seus atos revolucionários, em termos do derramamento de sangue e enfrentamento da justiça. Espera-se que a maioria da população brasileira receba o apoio de outros países para enfrentar esta perigosa tentativa. A reação das mulheres a este tipo de violência vai ser registrada na história deste país como nunca e a participação delas na política pode estar começando e vai irritar muitos, por insistirem na responsabilização.

  Fonte: Tribunal Superior Eleitoral             A luta das mulheres por democracia, liberdade e cidadania tem irritado muito o Presidente B...