O grande desafio do voto eletrônico no Brasil e no mundo é a falta de transparência, razão pela qual as grandes democracias não o utilizam. As mais sofisticadas criptografias melhoraram, até certo ponto, a segurança do voto, mas a transparência e, consequentemente, a confiança fica com o voto de papel – cédulas eleitorais. Por séculos, as eleições democráticas se basearam em cédulas de papel como fundamento da confiança. A votação em papel é simples, auditável e familiar. Os cidadãos podem acompanhar a votação, a contagem e o armazenamento dos votos. Embora esse processo físico seja mais lento, oferece muita transparência e verificabilidade que conquistou a confiança generalizada do público. Na era digital, porém, governos e organizações têm buscado maneiras de tornar as eleições mais acessíveis, eficientes e escaláveis. O voto eletrônico (e-voting) promete apuração mais rápida e participação remota, além de oferecer o potencial de fortalecer a segurança por meio de técnicas cript...