Postagens em Destaque

Fé e Democracia nas Igrejas Derrotam a Extrema Direita

Fé e Democracia nas Igrejas Derrotam a Extrema Direita

Fonte: APUC                                                                                        

Não se pode menosprezar a importância da crescente diversidade religiosa do Brasil neste segundo turno da eleição, quando a fé e religiosidade, dentro das Igrejas, foi usada na tremenda derrota da extrema direita, com a defesa da democracia, igualdade social e soberania nacional.

Fé  e  Democracia

A Carta dos Bispos, o grito de pastores nas mídias sociais, os verdadeiros cristãos e membros de outras religiões como o candomblé e a umbanda reforçaram o peso do diálogo inter-religioso, que merece ser intensificado neste país na promoção da fé e democracia e o bem-comum.

Ao que parece, foi a fé, a defesa da democracia e o medo da extrema direita que levaram idosos acima de 70, 80, 90 e 100 anos a votaram. Nunca se viu neste país um espetáculo tão comovente e de tantas emoções, com a votação no segundo turno de nossos velhinhos, muitos deles cadeirantes carregando utensílios médico-hospitalares.

É preciso  estudar os resultados desta eleição no primeiro e segundo turnos. Neste sentido, religiosos, cientistas sociais e políticos precisam explicar a diferença de resultados nos dois turnos da eleição. É possível que a fé dos idosos tenha sido um fator importante, considerando a idade e condições frágeis de muito deles.

No primeiro turno, ao que parece, a extrema direita entrou nas igrejas e tornou muitos cristãos em cristãos fake ou cristãos falsos, expandindo o chamado “ódio sagrado”, derrotando a esquerda e direita. No segundo turno, a cidadania foi exercida com base no Santo  Evangelho e a Carta dos Bispos, que enfatizaram fé e democracia.

Infelizmente, nossos eleitores não parecem ter conhecimento sobre a importância da eleição de parlamentares para o Congresso Nacional, que é mais importante do que a eleição de um presidente. Eleger um congresso conservador de extrema direita, como aconteceu no primeiro turno, é um grande retrocesso para nosso país.

Consequentemente, dificilmente políticas públicas em benefício da sociedade serão aprovadas, com sérios riscos à democracia e ao bem-estar social.  Já foi dito que os propósitos da extrema direita e do neoliberalismo visam subordinar o Estado às necessidades de acumulação das elites, além da desdemocratização, como experimentado no governo Bolsonaro.

Além disto, o que se percebe no Brasil e no mundo, é a captura de parlamentares pelas Big Techs e Corporações, evitando-se priorizar benefícios em favor da sociedade. Com a eleição de um Congresso Nacional de extrema direita, não será fácil enfrentar os desafios que vem por aí.

A experiencia deste segundo turno nos mostrou que a união faz a força, sendo de fundamental importância intensificar a diversidade religiosa, que pode favorecer um debate a favor da sociedade na defesa da fé e democracia, igualdade social, soberania nacional e valores humanitários.

Derrota da Extrema Direita

A eleição do presidente Lula pode se tornar uma grande vitória para a sociedade brasileira, em favor dos mais pobres, da classe média e microempresas, hoje sufocadas no mundo, a exemplo da Argentina, onde a classe média sofre um empobrecimento acelerado, sem falar no fechamento de milhares de empresas.

A extrema direita se alastra no mundo, a exemplo do que está acontecendo mais recentemente na América do Sul. Se os eleitores americanos, nos próximos dias, derrotarem Trump, bons ventos soprarão no continente das Américas.

Não será fácil a derrota da extrema direita bolsonarista autoritária, no Brasil, quando milhões de brasileiros são seguidores de uma seita do ódio, menosprezando um discurso de compaixão. De qualquer forma, a  vitória do presidente Lula foi marcante, considerando seu prestígio no cenário internacional.

Não vai ser fácil para ele avançar em políticas públicas em benefício de todos, considerando a força da extrema direita no Congresso Nacional. Mas ele já disse que vai trabalhar com os parlamentares escolhidos pelo povo.

A pressão popular, a exemplo do que aconteceu neste segundo turno, deve ser uma constante. Com a orientação das igrejas podemos fortalecer nossa fé e nossas forças, seguindo o Santo Evangelho, na busca do bem comum. A marcante e comovente lição de nossos idosos nos ensinou que através do esforço coletivo poderemos mudar este país.

Como disse o Papa Leão XIV, a extrema direita não fala pelo Cristianismo. Com a fé dos brasileiros foi possível ver a  derrota da extrema direita, embora a maior perda e decepção dos extremistas de direita tenha sido a inesperada fuga de seu líder, fugindo da justiça brasileira, poucas horas depois da apuração dos votos.

Esperamos que a esquerda e direita democrática lutem para unir este país, com políticas públicas, defesa da democracia, soberania nacional e bem-estar de todos. Este é o caminho da derrota da extrema direita. 

 

Comentários