Riscos do Super El Niño e Punição de Políticos nas Urnas
Riscos do Super El Niño e Punição de Políticos nas Urnas
É
imprevisível os riscos do Super El Niño e a punição de políticos nas urnas,
caso os eleitores brasileiros queiram responsabilizá-los por injustiças
climáticas, sobretudo os que estão sendo multados por crimes ambientais.
Riscos do El Niño
O mínimo
que os eleitores deveriam fazer nesta eleição é não votar em políticos multados
por crimes ambientas nos diversos partidos ou que receberam ajuda financeira de
pessoas multadas por tais crimes. Os partidos de extrema direita e direita são
os campeões, mas é noticiado que existem, também, políticos da esquerda.
As
injustiças climáticas foram escancaradas pelo desastre de inundações de origem
glacial no Nepal e no Tibete e a perda de vidas são um lembrete contundente de
que a perturbação climática é global e profundamente desigual.
Com relação
aos riscos do El Niño,
não podemos deixar de mencionar que no dia 27 de abril, em um único dia, algo
muito incomum aconteceu. Todas as 50 cidades mais quentes do planeta
situavam-se em um único país: a Índia, onde a média de temperaturas foi de 45
graus, sendo que a temperatura de 50 graus foi também registrada.
Estudo
recente na Índia destaca os riscos destas temperaturas máximas cada vez mais
elevadas. A pesquisa estimou que um único dia de calor extremo cause cerca de
3,400 mortes em toda a Índia.
Neste caso,
uma onde de calor de cinco dias está associada a quase 30.000 mortes
adicionais, segundo o artigo publicado no mês passado na revista “Frontiers in
Environmental Health”.
Para a
comunidade científica, a destruição ambiental é o grande responsável por um
tenebroso Super El Niño, nome dado as mudanças intensas nos ventos e nas
temperaturas do Oceano Pacífico, capazes de transformar os padrões climáticos
globais.
O fenômeno e riscos do El Niño já deixou suas marcas na humanidade. Ao longo dos séculos, esses
padrões naturais desencadearam secas e ondas de calor de proporções épicas,
além de intensificar epidemias.
Se a
história for um guia, as previsões da Organização Meteorológica Mundial podem
estar corretas, indicando chuvas torrenciais em algumas regiões, enquanto
outras sofrerão com a seca e muito calor.
Nos últimos
anos, os riscos do El Niño vem sendo brando, mas alguns estudiosos já
identificaram a influência do El Niño no colapso da civilização moche no Peru,
há mais de mil anos. Além disto, em 1877 e 1878, uma fome agravada pelo El Niño
matou milhões de pessoas em toda zona tropical.
Assim
sendo, os cientistas estão nos alertando que o El Niño deste ano será mais
intenso por conta da crise climática e o Brasil poderá sofrer consequências
devastadoras por ter destruído nossos
biomas, principalmente o da Amazonia Legal.
De 2019 a
2024, o bioma da Amazonia sofreu um desmatamento violento, representando 67% de
desmatamento em todos os biomas neste período, levando o país a perder uma área
de vegetação equivalente ao país da Coreia do Sul. Não fosse a queda
substancial nos anos de 2023 a 2024, a situação teria sido pior.
Estranhamente,
enquanto o desmatamento da Amazonia caiu substancialmente no período de
2023-2024, nos biomas do Cerrado e Caatinga o aumento foi considerável, tendo
duplicado só no bioma do Cerrado neste período.
Mesmo
assim, com a grande redução de desmatamento no bioma da Amazonia, houve redução
de desmatamento no país no período de 2023-2024, mesmo considerando os aumentos
nos dois biomas acima mencionados, mas estamos longe de alcançar desmatamento
zero até 2030.
Enchentes
no Nepal e no Tibete, calor mortal na Índia, o desastre de Porto Alegre e
muitos outros representam o preço da falta de uma ação climática global, que
põe em risco também o abastecimento de alimentos.
Além da
destruição em si, tudo acontecendo após anos de alertas de cientistas e da
sociedade civil de que um planeta em rápido aquecimento tornaria os desastres
mais frequentes, mais intensos e mais difíceis de prever.
Além dos
prejuízos e mortes nos países pobres, os países historicamente responsáveis
pela poluição não pagam por perdas e danos, levando os mais pobres a pagarem
cada vez mais caro por uma crise que não ajudaram a criar. Isto é profundamente
injusto e justifica a punição de políticos.
Enquanto as
indústrias de combustíveis fósseis durante décadas obtiveram lucros excessivos
vendendo combustíveis que impulsionam o aquecimento global, as comunidades da
linha de frente climática são solicitadas a preparar-se para impactos cada vez
mais destrutivos, sem ajuda.
Similarmente,
as grandes corporações no Brasil desmatam e lucram excessivamente, com a
criação de vacas e bois, milho e soja, impulsionando o aquecimento com o
desmatamento, mas o que sobra para a população é a crueldade dos desastres climáticos.
No momento estes
desastres nos encaram de frente, enquanto as corporações e uma classe política capturada
por elas, pregam: Abracem a morte. É o que querem para nós. Que a punição de
políticos seja a marca nestas eleições!

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