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Riscos do Super El Niño e Punição de Políticos nas Urnas

Riscos do Super El Niño e Punição de Políticos nas Urnas                           

Fonte: You Tube                                                                        

É imprevisível os riscos do Super El Niño e a punição de políticos nas urnas, caso os eleitores brasileiros queiram responsabilizá-los por injustiças climáticas, sobretudo os que estão sendo multados por crimes ambientais.

Riscos do El Niño

O mínimo que os eleitores deveriam fazer nesta eleição é não votar em políticos multados por crimes ambientas nos diversos partidos ou que receberam ajuda financeira de pessoas multadas por tais crimes. Os partidos de extrema direita e direita são os campeões, mas é noticiado que existem, também, políticos da esquerda.

As injustiças climáticas foram escancaradas pelo desastre de inundações de origem glacial no Nepal e no Tibete e a perda de vidas são um lembrete contundente de que a perturbação climática é global e profundamente desigual.

Com relação aos riscos do El Niño, não podemos deixar de mencionar que no dia 27 de abril, em um único dia, algo muito incomum aconteceu. Todas as 50 cidades mais quentes do planeta situavam-se em um único país: a Índia, onde a média de temperaturas foi de 45 graus, sendo que a temperatura de 50 graus foi também registrada.

Estudo recente na Índia destaca os riscos destas temperaturas máximas cada vez mais elevadas. A pesquisa estimou que um único dia de calor extremo cause cerca de 3,400 mortes em toda a Índia. 

Neste caso, uma onde de calor de cinco dias está associada a quase 30.000 mortes adicionais, segundo o artigo publicado no mês passado na revista “Frontiers in Environmental Health”.

Para a comunidade científica, a destruição ambiental é o grande responsável por um tenebroso Super El Niño, nome dado as mudanças intensas nos ventos e nas temperaturas do Oceano Pacífico, capazes de transformar os padrões climáticos globais.

O fenômeno e riscos do El Niño já deixou suas marcas na humanidade. Ao longo dos séculos, esses padrões naturais desencadearam secas e ondas de calor de proporções épicas, além de intensificar epidemias.

Se a história for um guia, as previsões da Organização Meteorológica Mundial podem estar corretas, indicando chuvas torrenciais em algumas regiões, enquanto outras sofrerão com a seca e muito calor.

Nos últimos anos, os riscos do El Niño vem sendo brando, mas alguns estudiosos já identificaram a influência do El Niño no colapso da civilização moche no Peru, há mais de mil anos. Além disto, em 1877 e 1878, uma fome agravada pelo El Niño matou milhões de pessoas em toda zona tropical.

Assim sendo, os cientistas estão nos alertando que o El Niño deste ano será mais intenso por conta da crise climática e o Brasil poderá sofrer consequências devastadoras por ter  destruído nossos biomas, principalmente o da Amazonia Legal.

De 2019 a 2024, o bioma da Amazonia sofreu um desmatamento violento, representando 67% de desmatamento em todos os biomas neste período, levando o país a perder uma área de vegetação equivalente ao país da Coreia do Sul. Não fosse a queda substancial nos anos de 2023 a 2024, a situação teria sido pior.

Estranhamente, enquanto o desmatamento da Amazonia caiu substancialmente no período de 2023-2024, nos biomas do Cerrado e Caatinga o aumento foi considerável, tendo duplicado só no bioma do Cerrado neste período.

Mesmo assim, com a grande redução de desmatamento no bioma da Amazonia, houve redução de desmatamento no país no período de 2023-2024, mesmo considerando os aumentos nos dois biomas acima mencionados, mas estamos longe de alcançar desmatamento zero até 2030.

Enchentes no Nepal e no Tibete, calor mortal na Índia, o desastre de Porto Alegre e muitos outros representam o preço da falta de uma ação climática global, que põe em risco também o abastecimento de alimentos.

Além da destruição em si, tudo acontecendo após anos de alertas de cientistas e da sociedade civil de que um planeta em rápido aquecimento tornaria os desastres mais frequentes, mais intensos e mais difíceis de prever.

Além dos prejuízos e mortes nos países pobres, os países historicamente responsáveis pela poluição não pagam por perdas e danos, levando os mais pobres a pagarem cada vez mais caro por uma crise que não ajudaram a criar. Isto é profundamente injusto e justifica a punição de políticos

Enquanto as indústrias de combustíveis fósseis durante décadas obtiveram lucros excessivos vendendo combustíveis que impulsionam o aquecimento global, as comunidades da linha de frente climática são solicitadas a preparar-se para impactos cada vez mais destrutivos, sem ajuda.

Similarmente, as grandes corporações no Brasil desmatam e lucram excessivamente, com a criação de vacas e bois, milho e soja, impulsionando o aquecimento com o desmatamento, mas o que sobra para a população é a crueldade dos desastres climáticos.

No momento estes desastres nos encaram de frente, enquanto as corporações e uma classe política capturada por elas, pregam: Abracem a morte. É o que querem para nós. Que a punição de políticos seja a marca nestas eleições!




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