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Farra de Criminosos Donos do Poder e Justiça Climática

Farra de Criminosos Donos do Poder e Justiça Climática


Fonte: Facebook

Ao contrário da música em que “novinha na hora da selfie”, “o coroa nunca aparece”, na farra de criminosos donos do poder do Brasil, à base de charutos, a foto do dono da lancha – Vorcaro - logo aparece em lugar requintado de Londres, desprezando-se uma justiça climática e ética.

Na sua última reunião, o Supremo Tribunal Federal (STF), em plena crise climática, deu um exemplo para o mundo de que a justiça de criminosos donos do poder no Brasil é diferente da dos demais, desprezando-se uma justiça climática e ética.

Donos do Poder

Pela Constituição brasileira todos somos iguais perante a lei. Infelizmente não foi isto que vimos num julgamento, que nem aconteceu, em que as Excelências do STF pareciam discutir num buteco de beco do interior, que terminou adiando, dando a impressão de justificarem o que pode ser feito para nada acontecer.

O Brasil tem duas opções que devem ser decididas urgentemente: Ou se transforma as Cortes de Justiça ou se coloca na frente do STF outra estátua – a de Vorcaro – para diferenciar a justiça dos donos do poder e a dos outros.

O STF tem onze ministros e metade deles, segundo a imprensa, estão envolvidos no maior escândalo de corrupção do país – Banco Master – que praticou um roubo que não é comum, ou seja, roubaram o dinheiro dos aposentados do INSS.

Para chegar a isto, Vorcaro, o Epstein brasileiro, usou práticas convidativas, incluindo noitadas sexuais e encontros em lugares requintados como este de Londres, para capturar os donos do poder do país.

Aliás, desde há muito tempo, que a justiça brasileira vem passando uma péssima imagem para a sociedade, a partir dos supersalários e penduricalhos, dando a impressão de que ser parte da justiça é o caminho do enriquecimento ilícito.

Os que fazem a justiça parecem viver num mundo fora da realidade. É inadmissível um juiz criticar o maior salário do país, em torno de cinquenta mil reais, dizendo que não é suficiente para sobreviver. Querem ganhar supersalários,  inexistentes no mundo.

Um professor universitário, com mestrado e doutorado, ganha menos da metade do maior salário do país, sem tanta reclamação, porque sabe que a grande maioria da população ganha um salário-mínimo. Por que os membros da justiça não fazem justiça para que os que ganham um salário-mínimo tenham o mesmo duplicado ou triplicado? 

Não há dúvidas de que a justiça brasileira tem uma história de vitórias marcantes para a sociedade brasileira nos últimos anos, a exemplo do julgamento do Marco Temporal e o julgamento dos traidores da Pátria.

Justiça Climática

O que vimos acima é que as desigualdades sociais existentes, baseadas em papéis de gênero, são exacerbadas à medida que as estruturas tradicionais e os sistemas formais de justiça entram em colapso.

As Cortes de Justiça do país devem aproveitar a maior crise ambiental deste milênio e praticarem a melhor justiça climática do mundo, renovando-se de tal sorte que seja possível sepultar seus erros, num momento em que os fenômenos climáticos nos jogaram num planeta totalmente diferente.

A justiça climática é um conceito que associa direitos humanos e desenvolvimento para alcançar uma abordagem centrada no ser humano, fundamentando-se na ciência e reconhecendo a necessidade de uma gestão equitativa dos recursos mundiais.

Esses também devem ser os objetivos da ação humanitária, particularmente ao lidar com impactos relacionados ao clima. Ela enfatiza que a equidade na distribuição de recursos é um pré-requisito para vidas dignas e decentes, especialmente para os bilhões de pessoas pobres e desfavorecidas situadas na Base da Pirâmide.

Além disso, preconiza a adoção de caminhos de desenvolvimento transformadores e sustentáveis, incluindo tecnologias verdes inovadoras e políticas, estratégias e estilos de vida resilientes ao clima, capazes de enfrentar desigualdades estruturais e, simultaneamente, promover a sustentabilidade ambiental.

A violência climática praticada neste país, nos últimos anos, exige uma justiça climática diferente da que não estamos acostumados. A violência contra a Natureza fortaleceu a violência em geral, principalmente contra as mulheres.

Uma justiça climática no novo planeta em que iremos conviver, com calor escaldante, tempestades assombrosas e milhares de mortes não abre espaços para os Vorcaros, mas é o espaço que poderá salvar muitas vidas.

Por fim, a justiça climática é uma das inovações éticas e moralizadoras no momento de uma corrupção vergonhosa nas cortes de justiça e do maior caos climático e Super El Niño deste milênio, que pode nos levar a pensar em vidas dignas e decentes.

 


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