Farra de Criminosos Donos do Poder e Justiça Climática
Farra de Criminosos Donos do Poder e Justiça Climática
Ao contrário da música em que “novinha na hora da selfie”, “o coroa nunca aparece”, na farra de criminosos donos do poder do Brasil, à base de charutos, a foto do dono da lancha – Vorcaro - logo aparece em lugar requintado de Londres, desprezando-se uma justiça climática e ética.
Na sua
última reunião, o Supremo Tribunal Federal (STF), em plena crise climática, deu
um exemplo para o mundo de que a justiça de criminosos donos do poder no
Brasil é diferente da dos demais, desprezando-se uma justiça climática e ética.
Donos do Poder
Pela
Constituição brasileira todos somos iguais perante a lei. Infelizmente não foi
isto que vimos num julgamento, que nem aconteceu, em que as Excelências do STF
pareciam discutir num buteco de beco do interior, que terminou adiando, dando a
impressão de justificarem o que pode ser feito para nada acontecer.
O Brasil
tem duas opções que devem ser decididas urgentemente: Ou se transforma as
Cortes de Justiça ou se coloca na frente do STF outra estátua – a de Vorcaro –
para diferenciar a justiça dos donos do poder e a dos outros.
O STF tem
onze ministros e metade deles, segundo a imprensa, estão envolvidos no maior
escândalo de corrupção do país – Banco Master – que praticou um roubo que não é
comum, ou seja, roubaram o dinheiro dos aposentados do INSS.
Para chegar
a isto, Vorcaro, o Epstein brasileiro, usou práticas convidativas, incluindo
noitadas sexuais e encontros em lugares requintados como este de Londres, para
capturar os donos do poder do país.
Aliás,
desde há muito tempo, que a justiça brasileira vem passando uma péssima imagem
para a sociedade, a partir dos supersalários e penduricalhos, dando a impressão
de que ser parte da justiça é o caminho do enriquecimento ilícito.
Os que
fazem a justiça parecem viver num mundo fora da realidade. É inadmissível um
juiz criticar o maior salário do país, em torno de cinquenta mil reais, dizendo
que não é suficiente para sobreviver. Querem ganhar supersalários, inexistentes no mundo.
Um
professor universitário, com mestrado e doutorado, ganha menos da metade do
maior salário do país, sem tanta reclamação, porque sabe que a grande maioria
da população ganha um salário-mínimo. Por que os membros da justiça não fazem
justiça para que os que ganham um salário-mínimo tenham o mesmo duplicado ou
triplicado?
Não há
dúvidas de que a justiça brasileira tem uma história de vitórias marcantes para
a sociedade brasileira nos últimos anos, a exemplo do julgamento do Marco
Temporal e o julgamento dos traidores da Pátria.
Justiça Climática
O que vimos
acima é que as desigualdades sociais existentes, baseadas em papéis de gênero,
são exacerbadas à medida que as estruturas tradicionais e os sistemas formais
de justiça entram em colapso.
As Cortes de Justiça do país devem aproveitar a maior crise ambiental deste milênio e
praticarem a melhor justiça climática do mundo, renovando-se de tal sorte que
seja possível sepultar seus erros, num momento em que os fenômenos climáticos
nos jogaram num planeta totalmente diferente.
A justiça
climática é um conceito que associa direitos humanos e desenvolvimento para
alcançar uma abordagem centrada no ser humano, fundamentando-se na ciência e
reconhecendo a necessidade de uma gestão equitativa dos recursos mundiais.
Esses
também devem ser os objetivos da ação humanitária, particularmente ao lidar com
impactos relacionados ao clima. Ela enfatiza que a equidade na distribuição de
recursos é um pré-requisito para vidas dignas e decentes, especialmente para os
bilhões de pessoas pobres e desfavorecidas situadas na Base da Pirâmide.
Além disso,
preconiza a adoção de caminhos de desenvolvimento transformadores e
sustentáveis, incluindo tecnologias verdes inovadoras e políticas, estratégias
e estilos de vida resilientes ao clima, capazes de enfrentar desigualdades
estruturais e, simultaneamente, promover a sustentabilidade ambiental.
A violência
climática praticada neste país, nos últimos anos, exige uma justiça climática diferente
da que não estamos acostumados. A violência contra a Natureza fortaleceu a
violência em geral, principalmente contra as mulheres.
Uma justiça
climática no novo planeta em que iremos conviver, com calor escaldante,
tempestades assombrosas e milhares de mortes não abre espaços para os Vorcaros,
mas é o espaço que poderá salvar muitas vidas.
Por fim, a
justiça climática é uma das inovações éticas e moralizadoras no momento de uma
corrupção vergonhosa nas cortes de justiça e do maior caos climático e Super El
Niño deste milênio, que pode nos levar a pensar em vidas dignas e decentes.

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