Candidatos e os Riscos da IA e Centro de Dados no Brasil
Candidatos
e os Riscos da IA e Centro de Dados no Brasil
Os
candidatos à Presidente parecem omitirem ou ignorarem os riscos da
Inteligência Artificial – IA e Centros de Dados no Brasil, apesar da
rápida ascensão desta tecnologia, que causa grande apreensão no mundo inteiro
entres eleitores.
Candidatos e Riscos da IA
No caso dos
Estados Unidos, a IA começou a inquietar eleitores em todo o país, gerando
receios de que possam perder seus empregos caso a tecnologia prospere, ou suas
economias de aposentadoria se o setor fracassar.
Isto mostra
que em algumas partes do mundo o termo “inteligência artificial” nunca esteve
tão em baixa, com muitas pessoas preocupadas com a perda de empregos, impactos
ambientais e a pura incerteza.
Porém, este
cenário é diferente em Wall Street, o centro financeiro americano em Nova York,
onde grandes corporações e bancos se uniram nesta segunda feira para anunciar
uma iniciativa de captação de US$ 500 bilhões de dólares ou em torno de três
trilhões de reais.
O objetivo
é continuar impulsionando o “boom” da IA por meio do financiamento de mais
centros de dados, usinas de energia e chips, onde o Brasil já parece estar
inserido com a expansão de um centro de dados na região Amazônica, que pode se
tornar um dos maiores e vergonhosos projetos de colonização digital do mundo.
Apesar da
repercussão política negativa da IA entre eleitores nos Estados Unidos, o
Presidente Trump tem mantido uma visão mais otimista sobre a revolução digital.
Pelos últimos acontecimentos, Trump pode ser punido nas urnas por seu otimismo.
A
explicação disto já foi feita, considerando que extremistas de direita se
organizam online desde antes da existência da internet. No momento, a IA é a sua
próxima fronteira, já utilizada nas eleições no Brasil através de fakenews, enganação,
discurso de ódio e outras campanhas de difamação.
Observa-se,
assim, que a extrema direita no mundo tem interesses sobre os avanços da IA,
razão pela qual é preciso conhecer o posicionamento dos candidatos à
presidentes sobre o tema. Não se pode pensar que a inteligência humana seja
substituída por inteligências artificias, ameaçando a sobrevivência humana.
Além disto,
é necessário que os eleitores tomem
conhecimento dos riscos da IA, enquanto tecnologia que vai levar a humanidade à
maior sujeição humana, com o desemprego em massa, desigualdades sociais e
enriquecimento cada vez maior de meia dúzia de proprietários das Big Techs.
Não está
claro ainda qual a estratégia que o Brasil vai adotar em termos de parcerias no
campo da IA: Estados Unidos, China ou União Europeia. Neste caso, os candidatos
devem explicitar a posição de cada um. Ao que parece, a União Europeia está
avançando numa estratégia de IA marcante, enfatizando uma implementação
responsável e ética.
Centros de Dados
Apesar do
crescente receio do eleitorado americano em relação à tecnologia de IA e aos
centros de dados, o presidente Trump e seus principais assessores mantém firme
a convicção de que a IA impulsionará tudo, sobretudo operações militares.
O abismo
político entre o presidente e a opinião pública ficou mais evidente em torno da
polêmica questão dos centros de dados; Trump os defende como "máquinas de
fazer dinheiro", ao mesmo tempo em que cresce a oposição nacional a essas
instalações.
Um pequeno
grupo de manifestantes interrompeu um comício de Trump em Michigan, no mês
passado, para exigir o fim da construção de centros de dados. Similarmente,
existem protestos dos conservadores e apoiadores de Trump defendendo sua
política.
Na Índia,
apesar do entusiasmo do governo com a instalação de um centro de dados na
cidade portuária de Visakhapatnam, pela Google, os críticos afirmam que esses
megaprojetos consumirão muita energia e água, sem gerar empregos de longo
prazo.
Segundo o
jornal New York Times, a Índia corre para recuperar o atraso em IA, mas a
cidade costeira teme as consequências. A Índia que já passou por um longo
período de colonização parece que não aprendeu que a colonização digital é mais
perversa.
No Brasil,
os governos sempre foram aliados das corporações e favoráveis à destruição da
Amazonia, sendo a COP30 o marco desta destruição. As provas estão aí bem claras
não só em termos de desmatamento, mas em termos de desigualdades sociais,
fortalecimento do crime organizado e outros males.
Contudo, as
últimas notícias dão conta de que no Estado do Pará está sendo instalado um
centro de dados, que pode ser o maior centro de poluição e destruição ambiental
da região. Com certeza é mais uma “máquina de ganhar dinheiro” das Big Techs e
um coice na cara não só da população indígena, mas de todos os brasileiros.
Espera-se
que a população apoie as ações do Ministério Público em refutar esta “máquina
de ganhar dinheiro” das grandes corporações, reconhecendo se tratar de uma máquina
de poluição e destruição ambiental. A soberania nacional sempre esteve
comprometida com a captura de nossos dirigentes políticos, mas agora muito
mais.
A
estratégia de ameaças de Trump, as Big Techs e o crime organizado são temas
ameaçadores de nossa soberania. Mesmo assim, ao que parece, as Big Techs vão
ter o apoio do governo petista. Segundo a imprensa, no dia de hoje o Presidente
Lula anunciou que o Brasil vai entrar na era da inteligência artificial.

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